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Sobre

O tema “ANPUR 40 anos: novos tempos, novos desafios em um Brasil diverso” nasce da necessidade de revisão crítica da trajetória da associação. Trata-se da inclusão no debate tanto de outras perspectivas à narrativa corrente sobre a urbanização, a questão urbana e o planejamento urbano e regional no Brasil, quanto da conjuntura de crise do Estado, persistência da agenda neoliberal, e ameaça à vida por degradação e injustiça ambiental.
O problema geral do evento é a necessidade de esclarecer qual a contribuição do campo dos Estudos Urbanos e Regionais para o fomento à reconstrução, simbólica e produtiva, que o país precisa trilhar nos próximos anos. Os temas das Sessões Temáticas, Mesas Redondas e Sessões Especiais, além de abrirem espaço para reflexão crítica, fomentam um caráter propositivo, cujo resultado será registrado nos anais do XX ENANPUR, que tradicionalmente se apresenta como documento de referência para pesquisas científicas no campo dos Estudos Urbanos e Regionais.

Nesta edição, espera-se que a reunião e o diálogo entre centenas de pesquisadores brasileiros, torne possível o reposicionamento do campo dos estudos urbano e regional no Brasil de modo mais compatível com a diversidade observada nas regiões e nos espaços urbanos do país, abandonando tentativas de construir sínteses gerais e homogeneizantes.
Em sua vigésima edição, a estratégia metodológica adotada no evento envolve a organização de dez atividades principais: 1) Pré-evento: Oficina de Pós-Graduação; 2) Pré-evento: Oficinas para o público geral; 3) Conferência de abertura; 4) Sessões Temáticas; 5) Sessões Livres; 6) Sessões Especiais; 7) Mesas Redondas; 8) Lançamento de Livros; 9) Atividades Culturais. A Oficina e as mesas redondas terão atividades e temas com ênfase na periferia do Brasil, em especial à Amazônia.

Inscrições abertas

Programação preliminar

Sessões temáticas

Crise e reestruturação do espaço urbano e regional no Brasil

Comissão Científica: Raul Ventura Neto (PPGAU/UFPA), Harley Silva (PPGPAM/UFPA), Helena Tourinho (PPDMU/UNAMA), Beatriz Miotto (PPG-PGT/UFABC)

Ementa: O persistente quadro de crise social, econômica, política e, nos últimos dois anos, crise sanitária, reforçou fenômenos  de especialização regressiva e desindustrialização da economia brasileira e a heterogeneidade dos efeitos territoriais adjacentes. Pensando a partir de múltiplas escalas, esta seção busca refletir sobre as seguintes questões : Como as transformações produtivas desencadeadas na última década se relacionam às transformações territoriais? Como a rede urbana brasileira se transforma nesse cenário? Como as desigualdades socioespaciais impactam e são impactadas por esse conjunto de mudanças?

Palavras chave: Demografia, fluxos econômicos, logística, rede urbana

Políticas públicas e gestão multiescalar do território urbano e regional

Comissão Científica: Saint-Clair Cordeiro da Trindade Junior (PPDSTU-NAEA/UFPA), Nilton Oliveira (PPDR-UFT), Fábio Oliveira (IPPUR/UFRJ)

Ementa: Nas últimas três décadas, as políticas públicas e a gestão do território urbano e regional, no Brasil, têm sido condicionadas pela neoliberalização. Combinam-se medidas regulatórias e de disciplinamento associadas à acumulação financeirizada com as especificidades de uma territorialidade subalternizada, sujeita a instrumentações espoliativas, truncadas e rentistas-patrimonialistas, apartadas de quaisquer prerrogativas emancipatórias. Nesse sentido, esta sessão se presta a avaliar as capacidades estatais para exercer, em novas bases, ações estratégicas e coesas no território. Colocam-se as seguintes questões: em que medida se vislumbram mudanças nas políticas públicas e na gestão multiescalar do território urbano e regional no Brasil? Como privilegiar uma efetiva participação política da cidadania no desenho, na execução e no usufruto dos resultados de políticas públicas urbanas e regionais? Que dimensões devem ser incorporadas ao debate das políticas públicas urbanas e regionais para melhorar as condições de vida nos territórios?

Palavras chave: Políticas públicas, Gestão Territorial, Capacidades Governativas

Redes de cidades e a questão metropolitana no Brasil

Comissão Científica: Laila Mourad (PPTAS/UCSal), Felipe Nunes Coelho Magalhães (PPG/UFMG), Tiago Veloso dos Santos (PPGEPT/IFPA)

Ementa: Nas últimas duas décadas as metrópoles brasileiras passaram a conviver com espaços regionais cada vez mais fragmentados e vinculados a dinâmicas de expansão da fronteira agrícola e de extração mineral, ao passo que a metrópole tradicional vem perdendo espaço como centro industrial das suas antigas hinterlândias. Os efeitos da crise econômica, social e política se fazem presentes de múltiplas formas nas redes urbanas, alteram relações entre cidades e regiões, e acentuam os desafios trazidos pela dinâmica de desenvolvimento desigual no território, em escalas diversas. Ademais, a continuidade da introdução de novas ondas de inovação tecnológica também trazem consequências importantes para a produção do espaço e das relações entre localidades. Considerando estas tendências estruturais da urbanização do território brasileiro desde o fim do ciclo de industrialização na década de 1980, a proposta desta sessão temática é ampliar o entendimento sobre questões como: quais novos desafios estão postos para avançar na agenda da reforma urbana, tanto em espaços metropolitanos, quanto em cidades de menor porte? Qual o papel das metrópoles no atual contexto de desindustrialização e financeirização do ambiente construído? Quais características definem as cidades médias ou os novos espaço metropolitanos surgidos após os anos 2010? Como as redes urbanas vêm sendo reconfiguradas em relação a este quadro ampliado?

 

Palavras chave: Gestão Metropolitana, Polarização, Centralidade, Sistemas Urbanos, Centro e Periferia.

Convergências entre Urbanização e natureza

Comissão Científica: Ana Cláudia Duarte Cardoso (PPGAU/UFPA), Ricardo Ojima (PPGDEM/UFRN), Luciana Ferrara (PPG-PGT/UFABC) 

Ementa: Em um contexto inequívoco de mudanças climáticas, de perda de biodiversidade, de tendência de homogeneização de paisagens, como construir alternativas? Como aproximar gestão urbanística, ambiental e territorial? Como reconstruir o relacionamento entre sociedade e natureza? O quê podemos aprender com os povos tradicionais e a relação que mantêm entre comunidade e natureza? Quais os benefícios de se articular soluções de saneamento (infraestrutura cinza) à infraestrutura verde (soluções baseadas na natureza)? Quais valores deverão permear a expansão das cidades e a reciclagem dos espaços já consolidados, considerando a regeneração da natureza? Como o planejamento urbano e regional com enfoque ecológico têm sido retomado na pesquisa e extensão para integrar as dimensões plurais que atravessam o campo dos estudos urbanos e regionais?

Palavras chave: Injustiça socioambiental, Mudanças climáticas, Adaptação, Resiliência, Risco, Soluções Baseadas na Natureza, Saneamento. Paisagem.

Direito à cidade e habitação no Brasil

Comissão Científica: Ana Kláudia Perdigão (PPGAU/UFPA), Sara Medeiros (PPEUR/UFRN)James Miyamoto (PROURB/UFRJ)

Ementa: Ações concretas de reconhecimento do direito à cidade no Brasil estão submetidas ao entendimento dos processos de provisão do habitat em seu sentido mais amplo. Considerando mais limitações que avanços, as reflexões acerca da habitação nas cidades brasileiras demandam considerações sobre distintos campos de atuação estatal em confronto com o setor privado, seja na promoção do acesso à moradia, à mobilidade. Diante do desmonte de estruturas do Estado, diminuição de aportes orçamentários para garantir acesso, questiona-se em que medida os avanços que foram alcançados ainda podem ser indicadores de políticas públicas articuladoras da inserção da moradia na cidade? Quais são as bases para novas políticas territoriais que consigam fazer frente ao recrudescimento da negação de direitos? Como contrapor a lógica da acumulação financeira que gera remoções, despossessões, conflitos e insegurança para moradores?

Palavras chave: Habitação, Remoções, Ação Imobiliária, Mobilidade e inserção urbana. 

Cidade, história e identidade cultural

Comissão Científica: Celma Chaves (PPGAU/UFPA), Carol Pescatori (PPGAU/UnB), Maria Fernanda Derntl (PPGAU/UnB), Paulo D. B. Reyes (PROPUR/UFRGS)

Ementa: A cidade, como lugar dos fatos históricos, recolhe em seus espaços realidades diversas que são frequentemente silenciadas na escrita da história urbana, exigindo uma necessária ampliação de seus escopos historiográficos. A sessão dedica-se à historiografia da cidade entendida como método e construção do conhecimento, e coloca-se como eixo de discussão que problematiza categorias e narrativas hegemônicas, buscando incluir outras práticas historiográficas em sua condição de construção e desconstrução de subalternidades, no campo da cultura e da sociedade. Instiga-se a apresentação de propostas que contemplem novas temáticas e agentes históricos na construção da história urbana, adotando estratégias metodológicas inovadoras, incluindo atores diversos, temporalidades, fontes documentais, trazendo à luz os tensionamentos das relações que se estabelecem no campo de constituição da cidade. 

Palavras chave: Historiografia e arqueologia. Cultura e sociedade. Construção de Subalternidade.

[Socio] tecnologia para o planejamento urbano e regional

Comissão Científica: Juliano Ximenes Ponte (PPGAU/UFPA), Pedro Araújo Pietrafesa (MDPT/PUC-Goiás), Carolina Pinho (PPG-PGT/UFABC), Liza Andrade (PPG/UnB)

Ementa: Considerando a interdependência entre tecnologia, condições socioeconômicas da vida e organização política na atualidade, a tecnologia gera condições de exclusão devido a queima da etapa de concepção e planejamento. Exercício de co-construcao de cenário e consequências que envolveria alterações sucessivas do modelo tecnológico proposto. E adotar outro em seu lugar, que incorpore as variáveis omitidas ou eliminadas. As definições prévias no projeto tecnológico devem prever as formas de inclusão social das pessoas, grupos e classes sociais. A não inclusão se traduz na organização territorial, que se desenvolve em estreita vinculação com as dinâmicas do capital em suas diversas reconfigurações. O que pode ser constatado em grande parte das periferias das cidades brasileiras que são autoproduzidas, autourbanizadas e autoconstruídas mediante aos circuitos da economia popular. Como a inclusão desses saberes e táticas podem contribuir na construção de uma nova plataforma cognitiva e inovação tecnológica com um conhecimento coletivo e solidário que possibilite criar métodos, processos ou técnicas para o planejamento urbano e regional? Como a governança territorial pode alavancar a criação de respostas que incluam os agentes locais e suas redes sociotécnicas que gerem processos de decisão coletivos e participativos? Como a construção de novos circuitos dea produção e consumo da economia local podem ser integrados ao planejamento urbano e regional? Como as plataformas digitais podem ser controladas por trabalhadores e pelas comunidades locais? Como os dados para o bem comum podem ser de posse das comunidades e não extraídas pelas grandes plataformas?

Palavras chave: Processos participativos de levantamento, co-produção, tecnologias socialmente sensíveis, geotecnologias, big data, democracia e controle de informação em tempo real, proteção de dados.

Movimentos sociais e a construção do urbano contemporâneo

Comissão Científica: Silvio Figueiredo (PPDSTU-NAEA/UFPA), Livia Miranda (MDU/UFPE e PPGRD/UEPB), Orlando Júnior (IPPUR/UFRJ)

Ementa: A inflexão ultraliberal, a acentuação da mercantilização e do rentismo nos processos de urbanização capitalista e o avanço do conservadorismo-autoritário em muitos países, e particularmente no Brasil, têm restringido mais severamente as condições de acesso a recursos, serviços e oportunidades fundamentais à reprodução individual e social nas cidades. Formas de resistência de movimentos sociais populares com trajetórias longas e a emergência de novos sujeitos coletivos com pautas e práticas diversificadas de mobilização e de lutas representam contrapontos a esses processos e tentam oferecer alternativas às desigualdades estruturais históricas e a uma crise urbana multidimensional (sanitária, social, econômica etc.). Quais as possibilidades destes sujeitos construírem processos de apropriação e produção socioespaciais desalienantes, justos e transformadores e de reinventarem as cidades e a vida urbana. Esta é a questão que inspira a sessão temática.

Palavras chave: Demandas populares. Organização social. Movimentos sociais. Exclusão. Resistência.  

ATHIS e Extensão Universitária em PUR: relatos de experiência

Comissão Científica: Karina Leitão (PPGAU/USP), Jorge Bassani (PPGAU/FAUUSP), Alessandro Filla Rosaneli (PPGeo e PPU/UFPR), Cristiane Mansur (PPGDR-FURB)

Ementa: Em um país em que mais de 70% da população vive em áreas precarizadas e 90% tem dificuldade de obter auxílio técnico para a produção do espaço, qual o papel da pesquisa e da extensão na capacitação dos jovens profissionais? Em que medida a pesquisa e o projeto engajados, colaborativos, e voltados para a emancipação tem sido difundidos no campo dos estudos urbanos e regionais? Que formatos e protocolos de assistência e assessoria técnica poderão ser usados no fortalecimento da democracia, da inclusão social, da responsabilidade ambiental e na adequação sociotécnica, por ocasião da reciclagem e regeneração de espaços abandonados em lugares de moradia e convívio para a vida cotidiana? Nesta sessão espera-se receber artigos que ampliem o repertório de possibilidades de atuação profissional (no campo dos estudos urbanos e regionais) nas escalas local, urbana e regional, a partir de experiências brasileiras e de países que enfrentam desafios semelhantes.

Palavras chave: Assistência Técnica, Pesquisa Ação, Assessoria

Crise sanitária e reestruturação urbana

Comissão Científica: José Julio Ferreira Lima (PPGAU/UFPA), Camilo Vladimir de Lima Amaral (PPGPC/UFG), José Almir Farias Filho (PPGAU+D/UFC)

Ementa: A ocorrência da pandemia da COVID-19 representou uma alteração na vida em sociedade. As repercussões nas cidades, locais de trabalho e moradia são ainda objeto de especulações, quanto aos seus impactos intraurbanos . Nesse sentido, de observar o “novo normal” do contexto pós-pandemia, esta sessão busca entender: Em que medida haverá alterações nos espaços públicos? Como a estrutura de mobilidade e de permanência nos espaços públicos urbanos será alterada? 

Palavras chave: O espaço da vida e o espaço do trabalho Pós-Covid 19. Trabalho Remoto. Concepções de Equipamentos públicos. Novas atribuições dos Espaços Públicos. 

Novas interpretações possíveis para a questão urbana e regional

Comissão Científica: Danilo Araújo Fernandes (PPGPAM/UNIFESSPA), Daniel Sanfelici (POSGEO/UFF), João Tonucci (CEDEPLAR/UFMG), Lucir Alves (PPGDRA/UNIOESTE)

Ementa: Nas últimas décadas, noções mais convencionais de desenvolvimento urbano e regional vem sendo repensadas à luz de novos paradgimas epistemológicos, tanto em termos interpretativos quanto propositivos. Particularmente, tanto o ideário neoliberal quanto o projeto desenvolvimentista, assentados sobre a oposição mercado e Estado, têm se mostrado incapazes de lidar uma série de questões contemporâneas. Assim, diante da crise da ideia moderna de progresso a qualquer custo, da emergência climática e da degradação ambiental, da ampliação das desigualdades e injustiças sócio-espaciais, do caráter cada vez mais excludente do capitalismo financeiro, das profundas transformações tecnológicas e na organização do trabalho, e do recrudescimento de formas autoritárias de extrativismo e despossessão, o campo do desenvolvimento urbano e regional tem sido colocado em xeque. Noções como pós-capitalismo, pós-desenvolvimento, recursos comuns, economia popular e solidária, decrescimento e circularidade, economia do cuidado, ecosocialismo, justiça ambiental, decolonialidade, autogestão territorial, dentre muitas outras, vem sendo crescentemente mobilizadas para dar conta das transições urbanas e regionais em curso e dos desafios do desenvolvimento territorial em suas múltiplas escalas. Estas abordagens emergentes tensionam os ideários neoliberais e desenvolvimentistas, e questionam alguns dos fundamentos canônicos da teoria do desenvolvimento, tais quais o economicismo e as dicotomias estanques que estruturam o pensamento e ação sobre o tema, como sociedade x natureza, campo x cidade, local x global, produção x reprodução, crescimento x igualdade etc. A proposta desta sessão temática é ampliar o entendimento crítico sobre como esse novos esquemas interpretativos podem contribuir para repensarmos e agirmos sobre a questão urbana e regional no Brasil, tendo em vista as grandes questões do século XXI. A sessão busca acolher também trabalhos que discutam experiências de práticas coletivas ou de políticas públicas transformadoras no campo do planejamento urbano e regional, no Brasil e América Latina, assim como apontar seus os limites e contradições. 

Palavras chave: Abordagens emergentes; Desenvolvimento urbano e regional; Crise e transição; Desenvolvimentismo; Neoliberalismo; Pós-desenvolvimento; Outras economias

Gênero, etnia e diversidade no campo e na cidade

Comissão Científica: Gabriela Leandro Pereira (PPGAU/UFBA), Grazielle Betina Brandt (PPGDR/UNISC), Paula Santoro (FAU/USP)

Ementa: Neste início de século houve um recrudrecimento do conservadorismo, em oposição a um processo de conquistas para o reposicionamento de pautas de grupos oprimidos e subalternizados, como a cidade faz parte de tudo isto? Quais aspectos das políticas urbanas favorecem a exclusão e quais fortalecem o protagonismo feminino, o combate à LGBTFobia? Como o debate sobre transições urbano rurais se articulam à sobreposição de formas de exclusão? Como o debate sobre interseccionalidade tem sido incorporado ao planejamento urbano e regional? O quanto as pautas feministas, étnicas, de gênero poderão ser melhor compreendidas se a periferia puder formular sua própria agenda? 

Palavras chave:  Formas de Exclusão. LGBTfobia. Protagonismo feminino e cuidado. Interseccionalidade.

Identidade e territórios: adaptação e resiliência

Comissão Científica: Renata de Godoy (PPGAU/UFPA), Daniel Medeiros de Freitas (NPGAU/UFMG), Clarissa Freitas (PPGAU+D/UFC), Gisela Cunha Leonelli (PPG-ATC/Unicamp)

Ementa: Há décadas o crescimento urbano e a reestruturação do espaço rural disputam territórios de comunidades tradicionais, povos originários e populações periurbanas, como identificar e denunciar os registros desses conflitos que tais processo engendram? Como evitar que eles sejam assumidos como custos inevitáveis do processo de urbanização?”normais”, Ee como reorientar a política pública e a intervenção nestes territórios de modo a respeitar cosmovisões e identidades diversas? Como serão as cidades e como serão os estudos urbanos quando o capitalismo for posicionado como uma cosmovisão dentre tantas outras? Que relatos podem ser apresentados para ampliar a compreensão da conexão entre quintais, religiosidade e biodiversidade? A sessão busca trabalhos que tenham como objetivo identificar aspectos dos saberes tradicionais capazes de contribuir para novos modelos (paradigmas) do processo de urbanização responsivos às ameaças da crise climática ampliado a capacidade de adaptação e resiliência dos assentamentos humanos

Palavras chave:  A luta e resistência  de Territórios Indígenas e quilombolas. Quintais produtivos e salvaguarda de biodiversidade. Identidade alimentar. Indígenas em contexto urbano. Espaços de cultura e religiosidade africana nas cidades. Populações tradicionais e povos originários em contexto periurbano no Brasil.

Conversões de uso da terra, conflitos fundiários e socioambientais

Comissão Científica: Evaldo Gomes (PPGPAM/UNIFESSPA), Paulo Nascimento Neto (PPGTU/PUC-PR), Simaia do Socorro Mercês (PPGDSTU-NAEA/UFPA)

Ementa: O Brasil acelerou a urbanização assumindo a indústria como referência produtiva, e permitiu que na cidade e no campo os interesses da produção industrial, a propriedade privada da terra, e a associação do poder político ao poder econômico orientassem a concepção de instrumentos de gestão, em que medida estes posicionamentos atenderam a população brasileira, as populações das diferentes regiões, ou as populações de municípios não metropolitanos? Qual a abrangência da questão fundiária no país? Qual a ética subjacente aos processos de privatização de terras ou bens públicos? Quantos conflitos poderiam ser mediados pelo reconhecimento da cidade como bem comum? Qual o significado do Patrimônio Público para a sociedade do século XXI? 

Palavras chave:  A questão fundiária no campo e na cidade. Bens comuns. Patrimônio Público. Regularização Fundiária. Conflitos e interesses ligados à sobreposições de instrumentos jurídicos.

Sessões Livres

Comissão Científica: Camila D’Ottaviano (FAU-USP), Márcio Valença (PPGAU-UFRN), Ester Limonad  (PosGEO-UFF), Wrana Maria Panizzi (UFRGS), Eduardo Nobre (FAU-USP).

Resultados

Os resultados dos trabalhos aprovados já estão disponíveis. Para conferir, acesse as páginas clicando em um dos botões abaixo.

Organização

COMISSÃO ORGANIZADORA

José Júlio Ferreira Lima – PPGAU/UFPA

Raul da Silva Ventura Neto – PPGAU/UFPA

Ana Cláudia Duarte Cardoso – PPGAU/UFPA

Juliano Ximenes Ponte – PPGAU/UFPA

Mirleide Chaar Bahia – PPGDSTU/NAEA-UFPA

Armin Mathis – PPGDSTU/NAEA-UFPA

DIRETORIA DA ANPUR 

Presidenta – Camila D’Ottaviano (PPGAU/FAU-USP)

Secretário Executivo – Pedro Vasconcelos

 Maia do Amaral (CEDEPLAR/UFMG)

Everaldo Melazzo – PPGGeografia/UNESP-PP

Cristiane Mansur de Moraes Souza – PPGDR/FURB

Fabrício Leal de Oliveira – IPPUR/UFRJ

Raul da Silva Ventura Neto– PPGAU/UFPA

Sara Raquel F. de Q. Medeiros– PPUER/UFRN

 

EQUIPE E INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Secretaria / apoio: Alberto Lima e Kamila Diniz

Direção de arte: Karina Pamplona

Desenvolvimento do site: Karina Pamplona, Heloisa Assunção, Sâmyla Blois